Propostas de TFG sobre mobilidade são colocadas em prática no campus sede da Unifei

Rodrigo Ulian Antunes, do curso de Engenharia Civil da Unifei, defendeu seu TFG em maio de 2016.

Rodrigo Ulian Antunes e o orientador de seu TFG, professor Renato da Silva Lima

As propostas do TFG colocadas em prática visam melhorar a mobilidade no campus, beneficiando motoristas, motociclistas, pedestres e ciclistas.

 

 

 Algumas propostas apresentadas pelo aluno Rodrigo Ulian Antunes, do curso de Engenharia Civil da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), no seu trabalho final de graduação (TFG), em maio de 2016, começaram a ser colocadas em prática, visando melhorias quanto à mobilidade no campus sede. A instalação de ciclofaixas no acesso principal da Unifei e no que faz a ligação ao Centro de Vivência é uma das realizações do que foi proposto no trabalho.

 “A ciclofaixa no acesso principal deveria estar pronta no início das aulas, mas foi concluída um pouco depois. E também ainda está sendo montado o logotipo da Universidade no jardim de entrada, pois o que havia foi deslocado, devido às mudanças propostas, para ser colocado em local mais apropriado”, explicou Rodrigo.

 O TFG apresentado intitula-se Princípios de Mobilidade Urbana Sustentável Aplicados ao Acesso Principal da Universidade Federal de Itajubá e teve como orientador o professor Dr. Renato da Silva Lima, do Instituto de Engenharia de Produção e Gestão (IEPG), sendo o primeiro do curso de Engenharia Civil relacionado à área de transporte.

 O objetivo do trabalho foi propor intervenções práticas na infraestrutura de pedestres, ciclistas e automóveis que aprimorem a mobilidade sustentável no entorno do acesso ao campus. As justificativas para sua realização foram a melhoria na condição insegura e desconfortável dos pedestres e ciclistas, a promoção do desenvolvimento sustentável e a convergência com as diretrizes governamentais e acadêmica, entre outras.

 Após a apresentação do trabalho, as propostas de melhoria foram apresentadas à Reitoria da Universidade, que se empenhou para que algumas delas fossem executadas, uma vez que tinham sido constatadas a inexistência de ciclovia ou ciclofaixa nas imediações do campus; conflitos entre ciclistas, pedestres e automóveis e número insuficiente de bicicletários, entre outras questões.

 Além de graduado como engenheiro civil, Rodrigo é servidor da Unifei, atuando desde abril de 2014 como técnico em edificações da Diretoria de Obras (DOB). Ele iniciou sua graduação, em 2010, no curso de Engenharia de Materiais e, em 2012, transferiu-se para o de Engenharia Civil, concluindo-o em 2016.

O TFG realizado

 O trabalho foi desenvolvido no segundo semestre de 2015 e no primeiro semestre de 2016, sendo a monografia submetida à banca examinadora composta, além do orientador, pelas professoras Josiane Palma Lima, do IEPG, e Daniela Rocha Teixeira Riondet Costa, do Instituto de Recursos Naturais (IRN) da Unifei.

 No trabalho, Rodrigo observa que ainda existe um distanciamento entre a realidade encontrada nas ruas e o que proposto teoricamente. Dessa forma, o trabalho buscou estudar os princípios de mobilidade urbana sustentável aplicados ao acesso principal da Unifei por meio de um diagnóstico da situação atual dos deslocamentos de acesso ao campus e suas respectivas condicionantes.

 O TFG constatou que existem deficiências, principalmente na infraestrutura de pedestres e ciclistas, expondo-os a uma condição conflituosa, insegura e desconfortável, além de desestimular a mudança de comportamento dos usuários de modos motorizados que poderiam migrar para os modais sustentáveis se a condições fossem mais favoráveis.

 Diante disso, num segundo momento do estudo, intervenções práticas na infraestrutura de pedestres, ciclistas e automóveis foram propostas para aprimorar a mobilidade sustentável da região. Segundo Rodrigo, “um projeto de implantação e outro de sinalização foram elaborados e compõem os resultados do trabalho, perfazendo um conjunto de três pranchas, que, somados ao orçamento realizado, podem embasar a tomada de decisão dos gestores públicos envolvidos para a melhoria da condição atual diagnosticada”.

 Segundo Rodrigo, “a aplicação das intervenções propostas representa apenas 7,5% dos recursos recentemente dispendidos pelos gestores em projetos correlatos acerca da mobilidade da região, fato que habilita a execução das intervenções sugeridas como economicamente exequíveis”.

 Pelo trabalho realizado, constatou-se que a distância média das viagens de deslocamento ao campus é inferior a 1,5 km, os horários de pico são das 11h45 às 12h30 e das 13h15 às 14 horas, há declividade do percurso baixa e existe arborização presente, o que favorece o deslocamento a pé até a Universidade, principalmente pelos alunos. Também foi levantado, com base em dados da DOB de 2016, que 20% da área do campus é destinada à infraestrutura dos automóveis, havendo 1.250 vagas de estacionamento dentro do campus.

 A conclusão do TFG é de que o tratamento sustentável da mobilidade é uma necessidade do mundo atual, mesmo quando os desdobramentos práticos se distanciam das diretrizes propostas. No diagnóstico foram constatadas deficiências na infraestrutura de pedestres e ciclistas, fato que desestimula a mobilidade sustentável, mesmo com a questão da vocação natural. O trabalho também propõe que estudos futuros podem ser voltados para o estudo da gestão da mobilidade.

 Para Rodrigo, o que de concreto pode acontecer para a Universidade e os seus públicos em geral com a realização do trabalho e sua colocação em prática é a melhoria da mobilidade. Ele defendeu que, em longo prazo, é preciso haver sensibilização para que haja mudança de comportamentos em prol da qualidade dos deslocamentos dentro da Universidade e no seu entorno.

 O servidor também adiantou que a expectativa é de que a ciclofaixa já instalada no acesso principal da Universidade tenha continuidade, interligando os principais bicicletários existentes, que são os dos blocos B, I, X e o da BIM, além dos que são propostos no trabalho para serem montados.

Propostas para o entorno

 O trabalho fez também propostas de intervenção no entorno da Universidade para que houvesse uma ação conjugada com a Prefeitura Municipal de Itajubá (PMI) quanto à mobilidade. Foram considerados aspectos relativos à Avenida BPS, principal acesso à Unifei, levando-se em conta o número de vagas de estacionamento ao longo do seu percurso; a sinalização deficiente, principalmente na horizontal; faixas descontínuas e largas; excesso de interrupções, com travessias de pedestres e quebra-molas, e pavimentação deficiente, entre outros. A observações contidas no trabalho seriam repassadas oportunamente à PMI.

 Segundo o orientador do trabalho, professor Renato da Silva Lima, “um dos principais desafios para a implantação das propostas apresentadas no TFG é conciliar interesses entre a Unifei e a Prefeitura Municipal de Itajubá, fazendo com que as instituições conversem, e a Universidade deve ser o local para discussão de assuntos como o da mobilidade”.

 Quanto à colocação em prática de algumas propostas do TFG, o professor disse que “há consciência de que existirão problemas e críticas, mas é preferível ir fazendo as coisas, errando e aperfeiçoando; certamente, ocorrerão falhas, mas é preciso ter abertura para propostas de alteração”.

 Os professores Renato da Silva Lima e Josiane Palma Lima, membros da banca examinadora do TFG, fazem parte do Grupo de Pesquisa em Logística, Transportes e Sustentabilidade (LogTranS), do IEPG, que realiza vários estudos nas áreas de mobilidade urbana e sustentabilidade em transportes, contando com a participação de outros professores, doutorandos, mestrandos, alunos de iniciação científica e de graduação que estão concluindo seus TFGs.

 

 



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