
A peça "Gostipação" foi um dos destaques do Concerto Coral

O elenco do Concerto Coral contou com cantores de várias idades e locais do Brasil
O Concerto Coral no encerramento do XXIV Laboratório Coral de Itajubá foi um sucesso! O evento foi realizado no sábado (23), no Anfiteatro Albert Sabin da Faculdade de Medicina de Itajubá e com ingressos esgotados. No concerto, cerca de 90 cantores de diversas cidades do Brasil apresentaram um espetáculo de coral cênico focado em obras brasileiras.
O concerto de encerramento foi a culminância dos trabalhos desenvolvidos durante o Laboratório Coral. De 18 a 22 de julho, os cantores participaram de aulas de expressão corporal, preparação vocal, canto e ensaios das obras.
Esse ano, a equipe foi composta pelos regentes Edu Fernandes, Zeca Rodrigues e Pablo Trindade. A preparação vocal ficou ao cargo de Francis Padilha, estreando na função, e a direção cênica foi realizada pelo teatrólogo argentino Reynaldo Puebla.
Na abertura do espetáculo, os cantores encenaram o texto “Como fazer uma mulher feliz” de autor anônimo e adaptado por Reynaldo Puebla e tiram risos da plateia. O concerto ainda destacou obras de Milton Nascimento, Celso Viáfora, Tavinho Moura e Fernando Brant, Lenine e Sérgio Natureza, Cartola, Dorival Caymi, Cícero Nunes e Sebastião Fonseca, Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro, João Bosco e Aldir Blanc, Ayrton Mugnaini e Wilson Rocha (banda Língua de Trapo), Amaury Vieira e Gildes Bezerra, Hebert Viana (Paralamas do Sucesso) e do compositor Gonzaguinha.
Entre tantos destaques, as peças “Acalanto” da banda Língua de Trapo com arranjo de Gilberto Perissinotto, “Gostipação” do maestro Amaury Vieira e letra do poeta itajubense Gildes Bezerra arranjada por Edu Fernandes e “Redescobrir” de Gonzaguinha com arranjo de Pablo Trindade, tiveram grande apreciação pelo público.
De acordo o maestro Amaury Vieira, coordenador do projeto, o concerto foi um exemplo de dedicação da equipe de trabalho e dos cantores. “Em apenas uma semana, eles conseguiram apresentar obras importantes da música brasileira com grande talento”, explica.
O elenco foi composto por cantores de todas as idades de vários locais do Brasil. “O Laboratório Coral reúne pessoas interessadas em buscar novas técnicas e conhecimentos de canto coral. E o mais importante disso, é que eles levam o aprendizado para corais de diversas cidades, contribuindo com o canto coral em todo país”, destaca Amaury Vieira.
O Laboratório Coral de Itajubá foi criado do nos meados da década de 80 e integrava o "Projeto Villa-Lobos", mantido pela FUNARTE, com proposta de difundir o canto coral em todas as regiões do país. O projeto foi extinto no Governo Collor, mas em Itajubá a iniciativa foi continuada por um grupo de incentivadores do Canto Coral e, hoje, integra a agenda cultural da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) e da Prefeitura Municipal de Itajubá – Gestão 2009-2012. A parceria entre as duas instituições e apoio de empresas da cidade, tem sido fundamental para realização do evento.
A 24ª edição do Laboratório Coral teve o apoio da Fundação Theodomiro Santiago, FUPAI, FAPEPE e Faculdade de Medicina de Itajubá.