De acordo com o artigo “Unindo Insumos e Resultados: Um novo
Ranking das Universidades”, do ex-reitor da Universidade de São Paulo
(USP), professor Roberto Leal Lobo e Silva Filho, a Universidade Federal
de Itajubá (UNIFEI) é a melhor universidade do Brasil. O professor
construiu um indicador para as universidades brasileiras a partir dos
microdados do Censo 2006, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (INEP).
No estudo foram utilizadas as variáveis de percentual de
professores com mestrado ou doutorado em relação ao total de docentes;
o percentual de professores em tempo integral; o número de volumes nas
bibliotecas; o número de microcomputadores por estudante de graduação;
e a relação matrículas de graduação por professor. Os elementos
principais da pesquisa foram extraídos dessas cinco variáveis.
A técnica aplicada, denominada de Análise de Componentes
Principais (PCA) tem como objetivo combinar variáveis iniciais para
definir e isolar novas variáveis dependentes, que não podem ser
medidas diretamente e não se influenciam reciprocamente, mas podem
estar fortemente correlacionadas com outras propriedades das amostras
analisadas – como o Índice Geral de Cursos da Instituição (IGC),
por exemplo.
Dessa maneira, a combinação correspondente ao maior autovalor
da decomposição em componentes principais foi adotada pela pesquisa
como um novo indicador para a classificação das universidades do país.
O resultado obtido foi comparado com os indicadores do INEP, como o IGC
e os resultados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE). A
relação é bastante forte e aponta que, apesar da diferença
conceitual, os indicadores referidos são muito relacionados.
Segundo a pesquisa realizada por Silva Filho, do Instituto LOBO
para o Desenvolvimento da Educação, Ciência e Tecnologia, as dez
melhores universidades brasileiras são:
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