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Instituto
Eletrotécnico e Mecânico de Itajubá (1913-1936)
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No. 318 ABRIL-2008 |
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O Grupo de Microeletrônica (GMicro),
da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), sob a coordenação
do professor Tales Cleber Pimenta, vem desenvolvendo três
projetos relacionados a área médica. As pesquisas envolvem o
desenvolvimento de um aparelho de auxílio auditivo, um
novo sensor para aparelho de eletroencefalograma e circuitos
para aplicações biomédicas.
O professor Robson Luiz Moreno, um dos membros do GMicro
comentou que o projeto do aparelho de auxílio auditivo está
sendo desenvolvido há dois anos, com a colaboração
de alunos de graduação da universidade. A idéia é fabricar
o primeiro aparelho auditivo com tecnologia totalmente
nacional, que reduziria significativamente os custos para o
paciente. Todavia, o baixo custo do aparelho limita sua
capacidade de captação de som.
Robson Moreno afirmou tratar-se de um aparelho básico
que serviria de auxílio até que o paciente com deficiência
auditiva tenha condições de adquirir um outro em definitivo.
“Ele não é tão preciso quanto os aparelhos comerciais com
tecnologia importada, mas propicia uma audição prévia, além
de ser uma boa saída até que o paciente possa adquirir
outro”, explicou o professor.
O segundo projeto está centrado no desenvolvimento
de novos sensores para aparelho de eletroencefalograma com o
objetivo de melhorar a qualidade dos sinais obtidos
para posterior análise médica. Os
novos sensores, ao contrário dos atuais, não serão sensíveis
a ruídos e interferências existentes dentro do
ambiente médico. Esse projeto conta com a parceria do médico
e professor de neurologia da Faculdade de Medicina de Itajubá,
João Batista Macedo Vianna.
O GMicro também desenvolve pesquisas relacionadas a técnicas
de circuitos que permitem a implantação de dispositivos
subcutâneos no corpo humano, que visam auxiliar os exames médicos.
Um exemplo desse tipo de dispositivo é
um sensor de
temperatura utilizado em análise de distúrbios de sono que
deverá ser desenvolvido pelo Grupo em parceria com a
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Outro ponto
positivo desses dispositivos é que eles não possuem bateria
e, por isso, podem permanecer no corpo do paciente de maneira
inerte.
Mais uma linha de pesquisa do grupo está relacionada
com o desenvolvimento de circuitos para empresas que querem
aprimorar seus produtos. Nesse sentido, a principal empresa
que trabalha em parceria com o GMicro é a PADTEC, de
Campinas, que atua na área de comunicação utilizando fibra
óptica.
A previsão para o desenvolvimento e conclusão dos
projetos é de quatro anos. O Grupo de Microeletrônica é
composto atualmente por uma equipe de quatro professores,
quatro doutorandos e três mestrandos, além da participação
de dez alunos de graduação. O grupo também trabalha com a
orientação de pesquisas de iniciação cientifica. Desde
julho de 2007, o GMicro já tem quatro artigos publicados em
revistas internacionais especializadas, demonstrando o alto nível
de qualidade das pesquisas desenvolvidas.
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