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Instituto
Eletrotécnico e Mecânico de Itajubá (1913-1936)
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No. 316 ABRIL-2008 |
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UNIFEI DESENVOLVE PESQUISAS SOBRE NOVOS BIOMATERIAIS PARA O TRATAMENTO DO CÂNCER

Na foto (A) observam-se células de câncer de mama em crescimento e, na (B) as células cancerígenas mortas após a administração do produto produzido na UNIFEI.
A Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), através do seu Grupo de
Pesquisa em Biomateriais e coordenado pelo professor Alvaro
Antonio Alencar de Queiroz, tem desenvolvido novos sistemas
para o tratamento do câncer.
Em colaboração com institutos de pesquisas do Brasil
como o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/SP)
e do exterior a exemplo do Instituto de Tecnologia de
Materiais da Argentina, e do Instituto de Ciência e
Tecnologia de Polímeros, do Conselho Superior de Investigação
Cientifica (CSIC), de Madri, na Espanha a equipe coordenada
pelo professor Alvaro, desenvolveu um novo tipo de material
para ajudar no tratamento do câncer do colo do útero e câncer
de mama. Trata-se de dispositivos capazes de liberar
continuamente o quimioterápico diretamente na região afetada
pela doença.
O objetivo do projeto é dosar a quantidade de medicamento aplicado e
conduzi-lo exatamente até o tumor para evitar que as substâncias
quimioterápicas atuem também nas células saudáveis e
provoquem os efeitos colaterais observados no tratamento
convencional.
Os testes com os materiais desenvolvidos, chamados de testes de
citotoxidade contra células de tumores do câncer de mama e
do colo do útero, estão sendo realizados em colaboração
com o IPEN/SP, para garantir que esse produto seja utilizado
de modo efetivo e seguro no tratamento contra o câncer. As
patentes sobre esse material já estão sendo providenciadas.
A UNIFEI, em conjunto com o IPEN/SP, já possui três pedidos de patentes
de sistemas relativos ao combate ao câncer já depositadas no
Instituto Nacional da Propriedade Industrial-INPI. Uma delas
envolve a utilização de uma proteína extraída do veneno da
cascavel conjugada a um novo polímero sintetizado na Unifei,
para tratar células cancerosas, outra emprega nanobiopartículas
que utilizam a luz para o tratamento do câncer de pele e uma
terceira utiliza a nanotecnologia para a liberação de fármacos
para o tratamento do câncer de mama. Uma quarta patente está
sendo encaminhada para o INPI. Trata-se de nanoesferas magnéticas
que devido à ação de um campo magnético produzem um
aquecimento na área do tumor que inativa as células cancerígenas.
Todos esses sistemas estão em fase final de ensaio in
vitro ou em animais e em breve estarão sendo validados
clinicamente.
Em 2007, o grupo da UNIFEI iniciou
uma nova pesquisa voltada para o tratamento do câncer
empregando desta vez nanotubos de carbono transportadores de
medicamentos quimioterápicos ou radioterápicos. Esses novos
dispositivos também são capazes de conduzir o medicamento até
a região da doença, de maneira que as células sadias não
sejam afetadas. As propriedades medicinais dos nanotubos de
carbono para o tratamento do câncer estão sendo simuladas no
computador pela profa Mariza Grassi e profa Ana Cláudia
Monteiro Carvalho. As simulações no computador permitirão
reduzir os experimentos com animais.
De acordo com dados do Instituto Nacional
do Câncer-INCA, o número de casos novos de câncer do colo
do útero esperados para o Brasil no ano de 2008 é de 18.680,
com um risco estimado de 19 casos a cada 100 mil mulheres. O número
de casos novos de câncer de mama esperados para o Brasil, no
ano de 2008, é de 49.400, com um risco estimado de 51 casos a
cada 100 mil mulheres.
Todas as pesquisas contam com o apoio de
órgãos de fomento como a Fundação de Amparo à Pesquisa do
Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), o Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e a
Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).
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