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Instituto
Eletrotécnico e Mecânico de Itajubá (1913-1936)
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No. 306 ABRIL-2008 |
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O projeto, que está sendo trabalhado há um ano, tem
como objetivo automatizar o processo de transportes de
produtos, inicialmente, dentro de ambientes industriais como fábricas
e minas, entre outros, onde existe fluxo contínuo de
materiais pesados, fazendo assim a conexão de linhas de
manufaturas. O carro automatizado para a realização dos
testes será um Zafira, e a pesquisa irá envolver duas linhas
de produção diferentes. Uma irá comportar um robô e uma
esteira, e a outra, servirá como almoxarifado para a reposição
de peças.
O
trabalho de carregar e descarregar o carro com os itens
desejados será feito por um robô elétrico AGV (automated
guided vehicle), que faz o papel do único “passageiro” do
automóvel. No veículo serão instalados vários sensores e câmeras
que farão com que ele adquira uma visão computacional.
Sensores lazeres indicarão ao veículo tudo o que está ao
seu redor, a exemplo das limitações na pista a ser
percorrida. Um laptop, embarcado no carro, fará o
processamento de todos os dados (sensores e imagens) para
definir a navegação.
Esse
sistema terá todas as rotas mapeadas que serão cumpridas
pelo veículo com o auxílio de um DGPS instalado a bordo. Com
essas rotas, o veículo conseguirá fazer a chamada navegação
de longo alcance, ou seja, o traçado superficial do trajeto a
ser percorrido, como as ruas por onde ele deve passar. Um
diferencial é a navegação de pequeno alcance que permitirá
ao carro identificar obstáculos e encontrar estratégias de
controle para evitar colisões ou determinar rotas
alternativas, caso a pista esteja impedida.
A
previsão é de que até o final desse ano, o carro autônomo
comece a ser testado no próprio campus da UNIFEI, onde será
construída uma pista de testes. Outro ponto positivo é a função
Parallel Parking,
que ajuda a estacionar o veículo numa vaga paralela a pista.
O carro também será capaz de memorizar algumas funções
como as manobras feitas para estacioná-lo em uma garagem
pequena, entre outras.
O
alto custo dos sensores utilizados no projeto, faz com que o
carro seja indicado apenas para locais em que sua utilização
seja essencial como fábricas, indústria e minas. Mas uma
grande possibilidade de mercado é no
agrobusiness
– atividades econômicas ligadas ao meio rural - pois a
tecnologia pode ser aplicada a tratores utilizados tanto no
plantio, quanto na colheita. Embora ela já seja aplicada com
equipamentos importados, a nacionalização irá diminuir os
custos para o
setor agrícola- explicou o professor Leonardo Mello.
Também
estão envolvidos no projeto os professores Luiz Lenarth
Gabriel Vermaas, Edson de Jesus, Carlos Henrique Valério, Lúcia
Franco e Guilherme de Souza Bastos, além de dois alunos de
graduação e 13 de pós-graduação (mestrado e doutorado).
Dentro da pesquisa, foram aprovados três projetos, somando R$
505 mil em recursos alocados pela Financiadora de Estudos e
Projetos (FINEP) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do
Estado de Minas Gerais (FAPEMIG).
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loc@unifei.edu.br (Reg. Prof.: RJ 14.435 JP) Estagiária de Jornalismo: Sandra Albuquerque sandraalbuquerque_unifei@yahoo.com.br
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